quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre NR-12: A Vida do Trabalhador Segura

A Norma Regulamentadora Número 12 define referências técnicas, princípios fundamentais
e medidas de proteção visando garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores.
Dentro dos métodos de controle adotados para garantir a segurança no trabalho estão a
definição de protocolos e fluxos de trabalho em todas as fases de operação e manutenção de
máquinas, treinamento documentado de todos os empregados envolvidos, e a projeção e
instalação de sistemas de segurança, os quais compreendem proteções físicas fixas e móveis,
dispositivos de monitoramento, circuitos de acionamento e dispositivos mecânicos, todos
instalados de forma redundante e monitorados por interface de segurança certificada
conforme a categoria de risco avaliada.
A NR-12 se aplica a todas as atividades econômicas (empresas) para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores das mesmas.
As medidas adotadas para garantir essa segurança são as de caráter de proteção coletiva, administrativas ou de organização de trabalhos, e de proteção individual.
Os métodos de segurança tratados pela NR-12 são concebidos pelo princípio da
Falha Segura, ou seja, na ocorrência de uma falha técnica ou falha humana, relevante à
segurança de um sistema ou de pessoas, tal sistema deve entrar em um estado seguro através
da atuação imediata de dispositivos de segurança específicos e projetados para tal finalidade,
impedindo assim um descontrole do sistema e evitando possíveis danos pessoais e/ou
materiais. Um sistema é considerado seguro quando um método de segurança é posto em práticacontra a Falha Segura ou a falha técnica. E um sistema é considerado inseguro quando depende unicamente do comportamento dos indivíduos.
Conforme a NR-12, as medidas de proteção coletivas, envolvem a implementação de proteções físicas fixas nas áreas que oferecem risco ao operador, proteções móveis monitoradas por sensores de segurança redundantes, sistemas de monitoramento optoeletrônicos, comandos de acionamento tipo bimanual, circuitos de parada de emergência, sinalização visual e sonora, distanciamento correto entre sistemas e definição de corredores de circulação corretamente sinalizados e dimensionados.
Contudo, note que nenhum sistema, por mais que possua todos os dispositivos de segurança possíveis
instalados, garantirá total segurança se não houver uma política interna na empresa que vise a segurança de seus empregados. Para tal, deve-se oferecer treinamento periódico documentado para os empregados, apresentando todos os procedimentos de trabalho interno, bem como os riscos envolvidos e as ações a serem tomadas em todas as situações. Também se deve adotar a política de manutenção preventiva e check-list diário, preservando assim a integridade de todos os sistemas e diminuindo a probabilidade de falhas técnicas. Também deve-se documentar todos os procedimentos tomados pelos trabalhadores, para manter um histórico de todos os sistemas.
E, finalmente, as medidas de proteção individual resumem-se praticamente em três itens: duração
da jornada de trabalho, tempo de exposição a fatores de risco e utilização de equipamentos de
proteção individual, os EPI’s. Tais itens devem ser definidos no PPRA e PCMSO da empresa.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ergonomia para a Informática (Atualizado)

Antes de falarmos sobre Ergonomia para a informática é necessário sabermos do que se trata Ergonomia.
A palavra Ergonomia é derivada de duas palavras gregas: “ergon” que significa trabalho e “nomos” que significa leis. Hoje em dia a palavra define a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se a tarefa”. Também é conhecida como Engenharia dos Fatores Humanos, e nos últimos tempos também tem se preocupado com a Interface Homem-Computador.
Considerando a maioria dos usuários de informática, a utilização do microcomputador como ferramenta de trabalho significa não mais que sentar diante da máquina, ligá-la e executar suas tarefas. Porém, poucos têm conhecimento de que uma cadeira inadequada, um monitor com luminescência além do limite aconselhável, ou mesmo a falta de um apoio para a mão na utilização do mouse ou do teclado podem ser sinônimo de desconforto e até mesmo de problemas físicos.


Implicações do mau uso de equipamentos e má postura
Diversos problemas podem surgir quando não estão sendo seguidas as especificações do ambiente de trabalho: 
·         Fadiga: Queda do rendimento e diminuição da capacidade de trabalho. É causada por alteração nas propriedades dos músculos, intoxicação local ou por longas jornadas de trabalho ininterruptas.
·         Dores nas vistas: O ato de concentrar a atenção durante muito tempo no brilho do monitor causa uma diminuição significativa no piscar de olhos. A superfície da córnea resseca, resultando em irritação, vermelhidão e cansaço dos olhos. Fazer paradas freqüentes, olhar para objetos distantes várias vezes a cada hora (relaxamento muscular), e piscar os olhos ajuda a relaxar e refrescar a vista (ressecamento) ajudam a relaxar a vista.
·         Dores nas costas: Provocada pelo uso de móveis não adaptados a pessoa. Cadeira inadequada é o maior causador de dores nas costas. O encosto da cadeira precisa estar posicionado exatamente na curvatura lombar, fazendo com que a coluna se mantenha apoiada. o encosto também deve ser flexível a ponto de não permitir que o usuário escorregue para trás.
·         LER (Lesão por Esforço Repetitivo): Causada pelo excessivo uso do teclado ou do mouse por um longo período, principalmente quando não se está usando o computador com um postura correta. Em alguns casos, a LER pode ficar restrita ao membro afetado, normalmente mãos e braços. No início há inflamação, que exige imobilização e remédios adequados. Dependendo da qualidade de repouso ( que deveria durar alguns meses) que o paciente tem após a imobilização, ele pode ou não estar apto para voltar ao trabalho. Alguns voltarão a sentir dor cinco minutos após voltar ao serviço que faziam antes, outros horas, outros meses.

A tenossinovite é a mais conhecida delas. Caracteriza-se pela inflamação dos tendões, que em estágio avançado, pode provocar espasmos de dor que impedem que a pessoa segure até mesmo um objeto leve, como uma caneta, e é de difícil recuperação.

O Ministério da Saúde revela que, nos últimos anos, dos trabalhadores licenciados por motivo de saúde, 20% sofrem de problemas músculos-esqueléticos, ou seja, conseqüências do "mau" uso da informática.

Os técnicos de segurança do trabalho admitem que, nos últimos anos, as empresas investiram uma boa soma de dinheiro na ambientalização dos locais de trabalho, tornando-os mais agradáveis.
As inovações para os teclados começaram a surgir para tentar combater os males que afetam números cada vez maiores de trabalhadores em centrais de atendimento, digitadores e jornalistas - profissionais que sobrecarregam os tendões em jornadas que excedem até seis horas ininterruptas de trabalho.

O problema é que o consumidor gasta até R$ 3 mil com o computador, mas se recusa a pagar R$ 100,00 para o suporte adequado. Então compra produtos de baixa qualidade e que não atendem a questões fundamentais de saúde. 

 Algumas dicas de postura: